E a saudade já não bate mais na porta. Já chega invadindo e derrubando tudo. Ela senta do meu lado e fica me olhando. E ela é insana. Vem pelas manhãs pra fazer-me sentir a dor de não poder ao menos ver o sorriso da pessoa amada, de não poder ouvir um bom dia acompanhado de um beijo na testa. Saudade que ameaça ir embora durante o dia, que fica me olhando da porta, mas, quando a noite cai, ela volta e senta novamente ao meu lado. Fica observando minha reação ao saber que não tenho mais com quem ficar horas no telefone, contando histórias e segredos, dizendo que ama e, é claro, ouvir o maravilhoso som de um boa noite seguido de um dorme bem e um sonha comigo, e por fim, mais um eu te amo. Eternas despedidas! A saudade me abraça, se tornou minha amiga, companheira. Ela me consola, e quando pego no sono ela vai embora, tem muito trabalho a ser feito no dia seguinte. Se tornou um siclo interminável. Essa saudade fica brincando comigo, me jogando de um lado para o outro, empurra daqui empurra dali, me joga no chão, me levanta. Com uma amiga dessas não precisa de inimiga né.
Sahcs

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